História da Quinta

A Quinta da Comenda em Lafões, pertenceu a Dona Teresa, mãe do 1º Rei de Portugal (D. Afonso Henriques), doando-a a D. Raimundo (irmão de D. Teresa) em 1129 (antes da fundação do Reino). Este, por sua vez foi grão-mestre da ordem de São João de Jerusalém.

Por morte de D. Raimundo, passou a Quinta da Comenda para a ordem de São João de Jerusalém de que deu origem, no séc. XVI, à Ordem de Malta; como Comenda de Ansemil, até à extinção em 1834, pelo Decreto de 30 de Junho, que alienou todos os seus bens incorporados na Fazenda Nacional passando-os para a Coroa.

Durante todos estes séculos, a Ordem manteve a sua independência, exercendo sempre e sua acção hospitalária e vertente guerreira relativamente ao estatuto de Jerusalém.

                       

Na Quinta da Comenda, durante séculos, os cavaleiros da Ordem de Malta procuravam sempre o bem servir.

É neste cenário que se encontra a casa da Quinta da Comenda, onde provavelmente D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, permaneceu quando veio tratar-se da perna fracturada em Badajoz, nas Caldas Romanas de Alafões, hoje Termas de São Pedro do Sul e aqui encontrou os cruzados que tanto o ajudaram na reconquista aos mouros.


Brasão numa parede exterior

Com 38 hectares de superfície e "nuances" paisagísticas variadas, únicas, conforme o ponto de observação, pode percorrer desde a montanha (matas) até ao Rio Trouce, afluente do Rio Vouga, que circunda a Quinta, com vegetação autóctone por onde o sol penetra em feixes transformando esta paisagem numa esplendorosa Catedral.

A paisagem luxuriante á volta da Quinta da Comenda, é deslumbrante, com maciços quer de xistos, quer graníticos próximos e contrafortes montanhosos (Estrela, Montemuro e Caramulo), à distância, formando um horizonte visual dentado simétrico, espectacular e verdejante com o epicentro na Quinta da Comenda.

A vegetação florestal variada da região e a agricultura polivalente nos seus socalcos típicos originam um quadro de tons inolvidáveis que abraçam as inúmeras capelas nos cumes dos montes, fruto duma forte religiosidade secular constante e contornam múltiplos pequenos riachos cujas águas brotam aqui e ali, atestando a fertilidade da terra, e engrossando o caudal do rio Trouxe e rio Vouga.

Onde o vermelho pôr do sol, as noites quentes de límpido luar com um sem número de estrelas,ou a brancura da neve de Montemuro, prendem a atenção de quem a contempla. Quem se poderá esquecer de um passeio à aldeia da Pena, de São Macário, da Senhora do Castelo, da Senhora da Guia, da aldeia do Fujaco, das quedas da Miserela, etc.